Frustrações, frustrações, frustrações.

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Imagino que todos nós passamos por isso no nosso dia-a-dia, mas conseguimos em boa parte do tempo contornar essa situação com distrações, já que elas nos ajudam a extrair a nossa mente daquele momento que nos faz ficarmos frustrados. Mas como lidar com momentos que tudo que fica martelando em sua mente são as suas frustrações?

In psychology, frustration is a common emotional response to opposition. Related to anger and disappointment, it arises from the perceived resistance to the fulfillment of individual will. The greater the obstruction, and the greater the will, the more the frustration is likely to be.

Esse é o principal motivo no qual eu sumi um pouco da internet no último mês: frustração, frustração, frustração. Quando você vai parar para pensar o que te deixa assim, na verdade só é capaz de piorar a situação e ficar ainda mais frustrada, e misturar isso ainda com uma raiva, chateação ou tristeza que você nem sequer sabia que existia, basicamente.

E sabe o principal motivo disso? Ver seu esforço não apenas na carreira, como em vários outros pontos da vida pessoal, não irem do jeito que você gostaria que fosse. Eu não estou tratando aqui de um imediatismo da minha parte em querer ter sucesso rápido na minha vida ou algo assim, porque eu sei que muitas coisas que nós fazemos demandam de um determinado tempo e de muito esforço da nossa parte, mas quando você faz tudo que está dentro do possível para algo acontecer e isso simplesmente dá uma volta de 180 graus da noite para o dia.

Outra coisa que nos frustra muito é a questão do imediatismo por parte de outras pessoas. Pelo fato de estarmos conectados por boa parte do tempo por causa dos smartphones, as pessoas simplesmente começam a achar que você tem que estar disponível para elas na hora que elas desejam, e isso não importa o dia da semana ou horário. E se você não estiver, elas ficam chateadas com você.

E quem disse que você pode falar algo? Jamé!

São em períodos como esse que eu percebo o quanto que eu era extremamente feliz na época que eu não era obrigada a ter um telefone celular, quando eu de fato não era obrigada a ter que encarar determinadas coisas ou situações por causa da minha atuação atual. As coisas que antes te davam prazer começam a ficar cada vez mais desgostosas, sem contar o estresse físico e emocional que nós já passamos diariamente por causa de eventos externos.

Não somos perfeitos, por mais que gostaríamos muito de ser. Mas as gerações anteriores a nossa querem que nós sejamos. E é assim que começam as respostas para as pesquisas que a medicina faz que comprovam que as pessoas estão cada vez mais estressadas, mas também não é por qualquer besteirinha (como eles dizem) que estamos assim.

“A sociedade atual vem sofrendo com níveis cada vez mais altos de estresse em seus indivíduos, gerando perda de produtividade e transtornos psíquicos que necessitam de um tratamento mais rigoroso, como a síndrome do pânico. É sabido que pessoas que sofrem desse mal tendem a viver menos, pois seu sistema imunológico é bombardeado com altas doses de adrenalina e outros neurotransmissores que desequilibram as energias do organismo, tornando os indivíduos mais vulneráveis a outras enfermidades, inclusive.”

“Nietzsche para estressados” – Allan Percy

Quando eu fiz o meu TCC baseado no estresse ano passado, eu quis levar para a moda um tópico que é extremamente contemporâneo, mas ao mesmo tempo que eu fiquei pesquisando os livros do Bauman para fazer o meu pré-projeto, eu percebi o quanto que alguns dos tópicos que ele mencionou são totalmente recorrentes na minha vida, no meu dia-a-dia no geral, então isso me deixou totalmente nerve wrecking a um ponto de precisar dar um tempo da minha pesquisa e precisar esvaziar todo aquele pensamento negativo que veio com as minhas pesquisas.

E é quando eu começo a ficar doente. Ficar sem dormir por quase meses a fio, constantes dores de cabeça, gripes, gastrite nervosa, intolerância à comida… faça a lista e insira aqui o que você passa quando está passando por situações como essa, porque eu sei que se eu fosse adicionar tudo aqui, ia ficar maior do que esse post todo overall.

Enfim, esse meu post pode estar sem sentido e fora de ordem em alguns tópicos para vocês, mas eu precisava muito de me permitir uma extravasada em ter que me preocupar com ter que revisar um texto um milhão de vezes antes de colocar no ar, poder simplesmente colocar o que eu estou pensando em algum lugar sem ter preocupações.

Espero poder me aliviar de toda essa situação em breve, porque já li vários livros esse ano e quero muito poder conseguir me concentrar e arrumar um tempinho livre para resenhar alguns deles para vocês, sinto muita falta de fazer isso!

I’ll talk to you guys later~

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Resoluções de 2015: Brandon Sanderson e Patrick Ness

Olá pessoal, tudo bem? Espero que tenham gostado da resenha que eu postei aqui no blog mais cedo! 🙂

Dando continuidade à minhas resoluções literárias de 2015, venho aqui falar sobre mais um dos meus planos para esse ano em termos de literatura. É mais ou menos relacionado com a minha TBR, mas esse é um ponto específico dela: eu quero ler o máximo possível – se não todos – os livros publicados por dois autores incríveis que eu descobri nesse último ano, que são Patrick Ness e Brandon Sanderson.

A escrita de ambos são extremos opostos, mas o que ambos tem em comum são que são pessoas incríveis em criar universos e plots, independente do gênero que escrevem. Rapidamente eles se tornaram os meus autores favoritos e eu acho um absurdo que eu ainda não li todos os livros deles! Hahahaha

No caso do Brandon Sanderson eu já estou mais adiantada, até o momento que esse post vai para o ar eu já li 13 dos 25 livros que ele escreveu, tirando os livros da série Wheel of Time que ele terminou de escreveu pro Robert Jordan – que eu também pretendo ler, mas sei que não vou conseguir ler todos os 13 livros dessa série esse ano – e eu sei que ele tem previsão de lançar pelo menos mais dois livros ainda em 2015; maaaas quando se trata do Patrick Ness, eu li apenas 3 dos 9 publicados, e ele ainda tem previsão de lançar mais um livro esse ano, shameless me I know, mas eu sei que vou ser capaz de me adiantar esse ano, principalmente que eu estou trabalhando como freelancer e tenho muito tempo livre nas minhas mãos esse ano, ou seja, mais leituras!

E vocês, o que estão planejando de leituras para esse ano de 2015? Diz ai nos comentários e vamos conversar! ❤

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Resoluções de 2015: #ProjectFiveBooks

Olá pessoal, tudo bem? Tá bom, eu sei que eu desapareci de novo, yada yada yada, mas enfim, agora eu voltei para falar um pouco sobre uma das resoluções de 2015, que é o #ProjectFiveBooks.

Todos nós que somos apaixonados por literatura passamos por um momento na nossa vida que nós queremos todos os livros a todo o momento, e se você é que nem eu, que ganha o próprio dinheirinho todo mês, as vezes acaba ocorrendo de comprarmos uma quantidade massiva de livros que, no final das contas, nunca lemos. Eu sei que muita gente gosta de ter muitas opções o tempo todo, mas agora eu cheguei a um ponto na minha biblioteca que eu simplesmente não tenho mais espaço para mais livros físicos, mas principalmente, eu quero também conseguir ter um controle maior sobre os meus gastos.

Como eu me conheço muito bem e sei que eu não seria capaz de entrar em totalmente um ban – porque convenhamos, livrarias são criaturas extremamente tentadoras -, eu vi alguns dos meus booktubers favoritos comentarem sobre esse #ProjectFiveBooks, o que eu achei mega interessante e decidi comentar a respeito com vocês:

O #ProjectFiveBooks é um projeto onde a premissa é muito simples: quando você lê cinco livros que você tem na sua coleção, você tem direito a comprar um novo livro. Isso além de diminuir a proporção na qual eu compro livros (a minha média era por volta de cinco livros por mês), vai me ajudar a definir uma forma de orçamento mais fixo para isso, que eu imagino em colocar por volta de até 100 reais por mês.

Eu não vou deixar de livros, é claro, mas o que eu quero mais com esse projeto é que eu leia mais os livros que eu já tenho, e compre livros apenas que eu tenho certeza que eu lerei imediatamente, não quero mais tantos livros parados sem ler aqui na minha casa!

Se for levar em consideração que ano passado eu consegui ler 112 livros, eu acho que esse ano vai ser bem tranquilo de conseguir manter essa meta, já que no final das contas eu ainda teria direito a comprar um ou dois livros novos por mês e ainda vou conseguir dimunuir a minha TBR por pelo menos a metade, o que é muito bom!

 E vocês, tem alguma resolução literária pra 2015? Se sim, deixe aqui nos comentários que eu adoraria conversar com vocês sobre elas! E um ótimo ano para todos nós! ❤

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Metas Literárias: Pressão ou Motivação?

Estava outro dia nessa semana lendo um tópico postado em um dos grupos de literatura que eu faço parte no meu facebook onde uma menina perguntou se as pessoas colocavam metas literárias para o ano, e vi que muitas pessoas responderam que não porque não queriam tirar o prazer da leitura.

E depois de ver isso que eu me perguntei: Será que eu sou uma das poucas pessoas que não pensam em metas como um pressão e sim como uma forma de motivação? Fiquei feliz em ver que algumas pessoas ali tinham a mesma forma de pensamento do que eu, mas eu ainda assim fiquei pensando por que eu tenho essa linha de pensamento.

Quando eu comecei a fazer metas de leitura ano passado, o meu objetivo era ler o máximo de livros possíveis para diminuir a minha pila de livros não-lidos, mas não necessariamente isso acontece agora. Pelo menos não é o meu motivo principal. Claro que eu não posso negar que eu tenho muitos livros pra ler, devo ter pelo menos uns duzentos livros para ler e essa lista cresce cada vez mais que eu vejo os lançamentos das editoras – sabe aquela relação de amor e ódio? Essa mesmo! Mas continuo amando mesmo assim -, o que não é bom não apenas para o bolso quanto para essa pilha. Mas eu percebi que se eu tivesse esse pensamento como foco principal desta minha meta de leitura eu provavelmente ficaria o dia inteiro na cama vendo vídeos no youtube ou assistindo TV, afinal de contas eu tenho phD em procrastinação extrema.

Ai eu comecei a pensar de outra forma: Sabe aquela sensação boa de terminar um livro? Imagina poder olhar para uma pilha de livros que você já leu, não seria uma sensação boa? Então inicialmente eu reorganizei as minhas prateleiras, onde eu tenho uma prateleira apenas com os meus livros lidos. Ao mesmo tempo que para uma pessoa ver isso separado pode ser extremamente estressante, pra mim foi reconfortante, porque eu olhava para aquela pilha e pensava “cara, eu já li todos esses livros!” e isso pra mim funciona super bem.

Outra coisa que eu fiz foi fazer da leitura um hábito, parte da minha rotina diária. Não importa se eu li 5 páginas ou 400 páginas naquele dia, qualquer página lida para mim, era melhor do que nada. E eu tenho um post aqui que eu fiz no meu blog mês passado falando sobre como eu fiz para criar o hábito da leitura na minha vida, se quiser ler é só clicar aqui que vai te encaminhar direto para esse post.

E foi com a união dessas duas formas de pensar, principalmente, que me fez não só atingir a minha meta de leitura atual, mas já ler 50% a mais do que eu tinha planejado para o ano inteiro. Na minha meta tinham 50 livros e eu já li 75 e ainda estamos no meio de setembro, muito tempo para ler. Eu não vi esses 50 livros no inicio do ano como uma pressão de forma alguma, agora eu vejo tudo como uma enorme conquista, e tudo que eu ler daqui em diante é lucro, apesar de eu ter uma curiosidade de ver o quão longe eu conseguirei ir até dezembro, mas não irei me pressionar para nada, afinal de contas eu trabalho e estou formando na faculdade este semestre.

E você, qual é a opinião de vocês sobre metas literárias? Funciona pra você ou não? Me fala nos comentários na sua opinião e vamos conversar!

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O Prazer de Ler e a Nova Geração de Leitores

Agora a pouco eu assisti o vídeo que a Tatiany Leite postou no Cabine Literária onde ela pede para as pessoas comentarem o qual foi a primeira leitura delas, ou qual que foi o primeiro livro que fez com que a pessoa tenha de fato aquela fome constante pela literatura.

Sei que muitos pensam que a nossa geração se tornou apaixonada por livros por causa de Harry Potter, mas eu não necessariamente acredito nisto. Não vou negar que a série é boa – mesmo que eu ainda não tenha lido os livros, eu não gostei da série quando mais nova. –  mas eu não acredito que exista uma fórmula mágica que funcione para todo mundo, cada pessoa terá aquele livro ou aquela série que vai fazê-la entrar nesse universo de cabeça.

Eu mesma gostava muito de ler quando mais nova. Lembro-me muitas vezes de ficar por horas dentro da biblioteca da minha escola lendo livros infantis ou histórias em quadrinhos como objetivo de me esconder daqueles que praticavam bullying comigo na época. Basicamente eu usava a literatura e a arte como a minha válvula de escape para os problemas que me amedrontavam na época. De Turma da Mônica à Pedro Bandeira, eu lia de tudo e mais um pouco, e por ter um pézinho no mercado editorial desde criança, sempre tive o incentivo da família quando se tratava deste departamento.

Passaram-se os anos e começaram aquelas típicas “leituras chatas da escola”, aquelas leituras obrigatórias que fazíamos apenas com a finalidade de tirar uma boa nota na prova, e em 95% dos casos eram livros que tinham a escrita difícil demais para a compreensão de um pobre jovem mortal, e que, quando a pessoa era capaz de gostar de um de fato, em boa parte seriamos capazes de contar apenas nos dedos de uma das mãos. Durante o Ensino Médio, começou a mania de Crepúsculo e eu até li o primeiro livro, nunca que vou negar isso, mas ele não foi o suficiente para me prender nesse universo de novo, e lá vamos nós novamente cair no poço vazio.

Agora quando se trata da graduação, vish. Quando você lê algo, normalmente é um livro técnico específico para a sua área de atuação. Onde que entra o prazer pela leitura, nesse caso? A grande maioria das vezes, ela só volta depois de bem mais velhos, mas eu tive a graça de encontrar ela no meio da minha graduação, graças a um grupo de colegas fascinadas pela Cassandra Clare. Tinha acabado de terminar de escrever um artigo científico e fiquei no último ano apenas livros que falavam sobre tecnologia, então no começo foi difícil pegar o prazer da leitura, mas quando consegui, eu não parei mais, entrando agora no grupo em que as pessoas dizem atualmente como a “nova geração de jovens leitores”.

Mas ai a coisa já estava bem diferente de quando eu era mais nova, já que estava cada vez mais forte a relação dos leitores com os seus autores, tendo em foco a idéia de eles não são nem um pouco diferentes do que um astro do rock ou uma celebridade de televisão: aqueles autores eram responsáveis por universos que eram capazes de tirar o sono das pessoas, eles eram os responsáveis por toda aquela paixão. E eu não fui a única que sentiu essa diferença, mas as editoras tem percebido cada vez mais a necessidade de atingir esse público que para eles, era inédito.

Recentemente eu li o artigo do Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, e não pude deixar de notar nessa fala dele após ter ido a ultima Bienal de São Paulo no final do mês passado:

Junto da emoção de ver grupos de jovens gritando por seus autores — como nos tempos da Beatlemania —, lutando por senhas, revelando serem os livros objetos de sonho, surgem também algumas indagações. A principal delas é entender que outros fatores, além dos econômicos e do resultado do progresso social, nos fizeram chegar à atual realidade do mercado editorial brasileiro. Um fator extra-econômico e exclusivamente literário se chama Harry Potter. Grande parte do público que lota as bienais é filho de J. K. Rowling. Ou seja, adquiriu o prazer da leitura com o herói de óculos redondo, assim como a minha geração o adquiriu com Lobato ou com o Tesouro da Juventude. Escritores que sabem seduzir os jovens são desbravadores. Eles são os bons fantasmas que estão escondidos nos corredores da Bienal, e explicam muita coisa.

(…)

Os editores esperavam que a Copa trouxesse grandes dificuldades para o mercado editorial no ano de 2014. Isso não aconteceu, ou aconteceu em escala bem menor do que o aguardado. O público jovem foi o grande motor de superação da possível dormência de um país iludido pela Copa do Mundo. Os jovens não pararam de ler John Green, Kiera Cass, Veronica Roth, George R. R. Martin, Cassandra Clare etc. 

Sim, existe a geração Harry Potter, mas não podemos e muito menos devemos tirar os créditos dos vários autores nacionais e internacionais que estão colaborando para que essa nova geração de jovens e pessoas como eu, inclusive, se tornem cada vez mais apaixonados por esse universo da literatura. São os John Greens, Cassandra Clares, Kiera Cass’, Paula Pimentas, Bruna Vieiras e afins que são boa parte dessa paixão atual, que pode ter surgido com a J. K. Rowling, mas são mantidos por eles.

E vocês, tem alguma opinião a respeito? O que vocês acham? Deixem a opinião de vocês nos comentários e vamos conversar!

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Dicas para fazer da leitura um hábito

Muitas pessoas do meu ciclo social, principalmente colegas de faculdade e alguns familiares, me fazem essa pergunta com uma grande frequência: Como você consegue ler tanto mesmo na faculdade e trabalhando?

Honestamente até o ano passado, se eu lesse algo além dos livros que tinha de ler para a faculdade ou para o meu artigo científico, era algo de luxo mesmo. Eu comecei a entrar de cabeça no universo literário mesmo tem aproximadamente um ano, que foi quando eu entrei na onda com um grupo de amigas minhas e li os livros da Cassandra Clare, e desde então eu não parei. Desde esta época eu já li 98 livros – 35 ano passado e 63 até o momento que estou falando com vocês – o que para muitos é um absurdo, nunca pensariam em ler tantos livros assim dentro de um período de tempo tão curto e tudo mais. Eu mesma me encaixava neste grupo, acredite!

As dicas que eu vou deixar aqui não são necessariamente para que você consiga ler mais rápido, mas sim para criar um hábito de leitura para aqueles que, como eu era, são defasados neste departamento, principalmente quando você trabalha ou estuda.


  • Leia aquilo que te interessa.

Essa é a dica mais óbvia que eu poderia te dar, mas ela é importante ser mencionada tanto quanto as outras. Pode demorar um pouco para você encontrar aquilo que você goste, mas todos nós descobrimos ao longo do tempo os gêneros que nos interessam, sejam clássicos, distopias, literatura fantástica, ficção, não ficção, new adult, erotica… Enfim, procure descobrir o que você goste e leia aquilo que te interesse.

  • Se você não tinha costume de leitura, comece com livros menores.

Ler livros menores não apenas demoram menos tempo, mas também te dão a sensação de satisfação e de sucesso mais rápido. Pra quem não tá acostumado a ler livros muito grandes pegar algo como A Guerra dos Tronos não ajuda muito, já que ao mesmo tempo que você está lendo você não acredita que esteja tendo muito sucesso por se tratar de um livro muito grande. Vá aos poucos introduzindo os livros maiores na sua vida.

  • Não tenha medo de deixar um livro de lado se você não gosta dele.

Se você não gostou do livro, não tenha medo de deixar ele de lado. Se você não faz isso profissionalmente, não se sinta obrigado a terminar aquele livro imediatamente. As vezes o fato de você deixar ele de lado por um tempo e depois voltar a ler faz você mudar a sua perspectiva a respeito do mesmo.

  • Não se desanime por não conseguir ler tanto quanto outra pessoa.

Ler não deve ser uma competição de forma alguma! Se você tem aquele amigo que lê seis livros por semana e você demora duas semanas pra terminar de ler um, não fique chateado com isso! Cada pessoa tem o seu próprio ritmo e só o fato de você estar lendo já deveria ser um motivo de alegria.

  • Leia com um amigo!

Ter com quem comentar o livro que você lê é sempre mais legal! Procure juntar com um amigo ou com um grupo de pessoas para lerem um determinado livro e discutirem sobre ele ao longo do tempo, você vai perceber o quanto que isso faz a experiência ser mais divertida.

  • Ache o seu momento de leitura.

Procure descobrir o que pra você é o momento ideal para ler, assim ele fará parte de sua rotina diária. No meu caso eu sei que é melhor ler a noite, preferencialmente depois que eu voltei da faculdade e do trabalho, já que é um momento que eu dedico à mim exclusivamente.

  • Ler não deve ser considerado uma obrigação.

De forma alguma o ato de pegar um livro para ler deve ser uma obrigação. Se você em um determinado dia não está afim, não se force a fazer isso; Se por acaso você está afim de fazer uma maratona de filmes, jogar videogame ou qualquer coisa do tipo, menos ler, o faça. Quando alguém se obriga a fazer algo normalmente é o principal motivo de procrastinação. Leitura não deve ser uma obrigação e sim um prazer, uma válvula de escape.

  • Saiba usar seu tempo de procrastinação com sabedoria

Não venha mentir pra mim, todo mundo procrastina em algum momento, principalmente quando você tem aquele trabalho chato que você tem que entregar daqui a um determinado tempo e você vai ficar doido pra ler aquele livro que acabou de comprar ou de assistir mais um episódio daquele seriado legal que acabou de chegar no Netflix. Tenha muito cuidado: Não deixe a procrastinação te prejudicar na vida acadêmica e profissional!


Essas são algumas das dicas de coisas que eu faço que eu sei que funcionam pra mim quando se trata de criar um hábito de leitura! Espero que essas dicas tenham ajudado vocês e se você tiver mais alguma que eu não mencionei aqui no post deixe nos comentários e vamos conversar a respeito!

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Neil Gaiman: Por que nosso futuro depende de bibliotecas, de leitura e de sonhar acordado

Eu acho que essa palestra do Neil Gaiman fala de assuntos totalmente contemporâneos e muito importantes, vale muito a pena a leitura!

Depois me falem nos comentários o que acharam!

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Uma palestra que explica porque usar nossa imaginação e providenciar para que outros utilizem as suas, é uma obrigação de todos os cidadãos

pelo The Guardian, em 15/10/2013

Neil Gaiman “Temos a obrigação de imaginar…” Neil Gaiman dá uma palestra anual à Reading Agency sobre o futuro da leitura e das bibliotecas. Fotografia: Robyn Mayes.

É importante para as pessoas dizerem de que lado estão e porque, e se elas podem ou não ser tendenciosas. Um tipo de declaração de interesse dos membros. Então eu estarei conversando com vocês sobre leitura. Direi à vocês que as bibliotecas são importantes. Vou sugerir que ler ficção, que ler por prazer, é uma das coisas mais importantes que alguém pode fazer. Vou fazer um apelo apaixonado para que as pessoas entendam o que as bibliotecas e os bibliotecários são e para que preservem ambos.

E eu sou óbvia e enormemente tendencioso: sou um escritor…

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